Montar uma granja de postura pode ser um negócio atrativo financeiramente. Entretanto, o processo engloba diversas fases e adequações, visando não apenas o lucro e a produção, mas considerando também a biossegurança o bem-estar das aves e o escoamento da produção. Guilherme Lima, consultor técnico comercial da Auster Nutrição Animal, afirma que os primeiros passos desse projeto são trabalhosos e requerem pesquisa para evitar transtornos e futuros prejuízos. Entre os pontos que devem ser destacados para começar o negócio, estão organização, rígida análise de custos, instalações adequadas, aquisição de aves, higiene, alimentação e saúde.

O consultor técnico da Auster destaca que o novo produtor deve levantar informações essenciais, como a legislação vigente nos âmbitos nacional e regional, que regulamenta a produção de aves de postura, incluindo os devidos registros da granja, acompanhamento do responsável técnico, conhecer mercado e a demanda de produtos específicos, como ovos caipiras, orgânicos, brancos ou vermelhos para assim definir o sistema de criação que deverá ser adotado, verificar o fornecimento de insumos para alimentação e saúde das aves, disponibilidade de água potável com qualidade e quantidade, além de consultar profissionais qualificados para o planejamento e construção dos aviários, visando o acesso à granja e o bem-estar das poedeiras.

Após esse primeiro momento, devem ser levados em consideração outros pontos relevantes. Quanto à aquisição das aves, Guilherme Lima explica que “há no mercado diversas empresas de genética de qualidade que fornecem as pintainhas. É preciso ter atenção ao manejo das aves nas fases iniciais. Com aproximadamente 17 semanas de vida, elas começam a produzir os primeiros ovos. Também há empresas especializadas na comercialização de aves recriadas, ou seja, com 16 a 18 semanas, já na fase de pré-postura (frangas)”. 

Em termos de instalações, o consultor técnico da Auster preconiza que deve ser levada em consideração o plantel de poedeiras a ser alojado e o sistema de criação escolhido – caipira, cage free e free range não necessitam de gaiolas pois as aves ficam soltas, mas precisam de espaço maior para a criação, construção de ninhos, utilização de cama e sistema de climatização específico. Já no sistema de criação em gaiolas, o avicultor necessita de espaço menor, tendo em vista a maior densidade de aves por m². Já as instalações para água e alimentação dependem do tipo de criação, tendo inúmeras opções disponíveis no mercado. “O mais importante, nesse caso, é o livre acesso das aves à comida e água”.

“Em todos os sistemas, é muito importante verificar a iluminação, tendo em vista que esse é um ponto diretamente relacionado à produção de ovos. As aves são reprodutoras de dias longos, ou seja, necessitam de determinada quantidade de luz a mais por dia para estimular os hormônios da reprodução e aumentar a postura. São necessárias aproximadamente 16 horas de luz diária – um exemplo básico para este cálculo é levar em consideração 12 horas de luz natural e 4 horas de luz artificial”, informa Guilherme Lima.

A higiene é outro ponto crucial não apenas no início do negócio, mas em todo o processo. “A legislação vigente descreve detalhadamente os cuidados dos produtores em relação às instalações, incluindo as barreiras físicas no entorno da granja, visando sempre a biossegurança do sistema. Os produtores também devem se atentar ao calendário de vacinação das aves, tendo como base as doenças mais importantes, o controle de pragas, os endo e ectoparasitas”, afirma o consultor técnico da Auster. As instalações também devem ser higienizadas com frequência, além da limpeza diária de comedouros e bebedouros.

A alimentação varia de acordo com as fases de criação e idade das aves, sendo pré-inicial, inicial, crescimento (fases de cria e recria), pré-postura e postura (fases de produção). Pode-se incluir subdivisões nas fases de produção, como pico de postura, postura 1, postura 2, postura 3. “Cada fase exige uma demanda nutricional específica e essa deve ser atendida sem que haja falta nem excesso de nutrientes. Afinal, a alimentação é o principal custo da avicultura e, portanto, precisa de atenção especial”, destaca Lima.

A Auster Nutrição Animal oferece linhas nutricionais completas para a avicultura de postura, baseadas em cada fase de produção das aves. A linha Númia atende a todas as fases e sistemas de criação, visando melhor desempenho produtivo dos animais. A linha Aela conta com pacote enzimático, que possibilita dietas sustentáveis com menor custo e melhores resultados zootécnicos. E a linha Prius, composta por produtos energéticos que ajudam no balanceamento das dietas suprindo as necessidades das aves, com consequente aumento da produtividade.    

Além disso, a Auster conta com equipe técnica especializada, preparada para atender em todo o território nacional, oferecendo pacotes nutricionais específicos, baseados nas disponibilidades de matérias-primas regionais, assim como nas particularidades do sistema de criação escolhido.

Fonte: Giovanna Borielo

Sta Press | Grupo Texto

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