A expedição do Confina Brasil continua sua viagem pelo Tocantins para monitorar a pecuária intensiva no país. Em Araguaína, visitou o Confinamento CSAP (Araguaína/TO), grupo ligado ao frigorífico Minerva Foods. Propriedade enxuta e exclusiva do confinamento, as áreas de capim são 100% utilizadas para produção de silagem de mombaça. Na planta, trabalham com sistema de parceria na modalidade  diária, arroba produzida e quilos fornecidos de dieta. Parte do gado é própria e são feitas parcerias para obtenção dos demais animais. “O objetivo principal é fornecer gado para o frigorífico Minerva Foods. As duas operações não estão relacionadas diretamente, apesar de serem do mesmo grupo, mas o confinamento contribui para dar fôlego nas escalas de abate do frigorífico”, relata Eduardo Henrique Seccarecio, engenheiro agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria.

A Fazenda Sol Nascente (Peixe/TO) trabalha com 1.500 a 2.000 cabeças. A variação deve-se ao uso do confinamento para várias alternativas, como recria intensiva, terminação de vacas de descarte, engorda de animais e terminação para abate. De acordo com Olavo Bottino, médico veterinário e técnico do Confina Brasil, o confinamento é usado como estratégia da gestão da fazenda. “Cada vez mais se comprova no Brasil que o confinamento não é mais só para engordar boi e terminação, mas para auxiliar na intensificação da fazenda. É o caso da Sol Nascente, que faz toda a recria garantindo que os animais tenham ganho de peso quatro vezes maior do que teria no pasto e produzindo o dobro ou mais de arrobas do que produziria por hectare/ano”.

Eduardo Henrique Seccarecio conta que na Fazenda Piedade (Aragominas/TO) o proprietário Marcos Araujo tem investido em agricultura, especialmente nas áreas onde a topografia permite. O principal método de engorda de bovinos é baseado em pastagem. “Boa parte dos animais vendidos para abate é terminada em pastagem com suplemento ou em semiconfinamento. É um confinamento que utiliza como estratégia o manejo de pasto. Conforme a capacidade de suporte da pastagem vai perdendo força ao longo da seca, os animais são fechados no confinamento. Os bovinos são todos de compra: compra bezerros, faz a recria a pasto ou no confinamento com sequestro. Além disso, a Piedade compra animais leves, de 150 a 180 quilos, recria com uma dieta volumosa no cocho e, quando o capim rebrota no período das águas, eles levam os animais no pasto novamente até atingirem um certo peso para, então, serem colocados em semiconfinamento”.

A Fazenda Carajás (Santa Fé/TO) tem como principal atividade a agricultura, mas segue com a pecuária também. Boa parte dos animais é de compra, mas os proprietários já adquiriram nova propriedade para começar a criar animais para atender à demanda do confinamento, uma vez que há produção de bezerros na região de Araguaína. “Já estão se preparando para começar o plantio de soja. Nas próximas semanas todo o gado que está na área de integração entrará em confinamento, que serve para ajustar a lotação da fazenda e liberar a área para o plantio de soja na safra 21/22”, diz Eduardo.

A expedição do Confina Brasil também esteve na Fazenda Grupo 3S (Araguaçu/TO), grupo familiar com três confinamentos, que trabalha com linhas de crédito em que cada confinamento é direcionado para uma linha. É um grupo que vem intensificando cada vez mais, gerando empregos tanto na pecuária quanto na agricultura.  O grupo abate cerca de 15 a 20 mil cabeças no ano, com prospecção de aumentar esses números.

Já na Fazenda Santa Lurdes (Araguaçu/TO), o casal de proprietários trabalha em conjunto: ele com agricultura e ela com pecuária, otimizando a produção da fazenda. “O confinamento é enxuto, mas com projeção para aumentar. São terminados cerca de 500 animais por ano. O sistema de cocho é em formato de “L”, semelhante ao usado no sistema de vacas de leite e isso tem sido bastante funcional. O conhecimento adquirido nos confinamentos que visitamos mostra que cada pessoa tem um jeito de fazer pecuária e produzir. O que importa é que dê o resultado que ela busca”, finaliza Olavo.

A expedição tem patrocínio ouro da BRA-XPElancoCasaleNutron e UPL; e patrocínio prata da AB VistaAssociação Brasileira de AngusBarenbrugBeckhauserConfinartGA (Gestão Agropecuária)Inpasa e Zinpro.  A expedição conta ainda com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária SudesteEmbrapa InformáticaHospital de Amor de Barretos e Sociedade Rural Brasileira.

Mais informações no portal www.confinabrasil.com e Instagram @confinabrasil.

Fonte: Gabriela Salazar

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